13.12.12

"Em Orleanda sentaram-se num banco não longe da igreja, olharam para o mar, e permaneceram em silêncio. Entre o nevoeiro matinal, mal se via Ialta, no cimo das montanhas estendiam-se nuvens brancas imóveis. As folhas não se mexiam nas árvores, os gafanhotos ziziavam, e o fastidioso e pungente som do mar, erguendo-se das profundezas, falava da paz, do sono eterno que nos espera. Assim parecia quando não havia Ialta ou Oreanda, assim soa, e soará assim tão indiferente e monotonamente quando deixarmos de existir. E nesta constância, nesta completa indiferença perante a vida e a morte de cada um de nós, esconde-se, talvez, a garantia da salvação eterna, do interminável movimento da vida na terra, do interminável progresso em direção à perfeição"

Anton Tchekhov in A Senhora do Cãozinho de Salão

já há muito tempo que não chorava com uma história

11.11.12

epifanias dos outros em mim

(lendo no comboio)

"(...)
As I did so there came to me the purest ecstasy I have ever known; for shining  tranquilly through an ornate grating of iron, and down a short stone passage way of steps that ascended from the newly found doorway, was the radiant full moon, which I had never before seen in dreams and in vague visions I dared not call memories."
H. P. Lovecraft, in The Outsider.

[palavras e weird fiction a dominar-me. completamente.]

30.10.12

Ex nihilo nihil fit

"Do nada, nada vem."

Aristóteles

22.10.12

Ó senhora porta, eu tenho sede, sede de sabedoria. É isso.
Mas agora vou até à senhora nuvem que passou todo o dia a chorar, coitada.
Ela está como todos os nossos sonhos. Está muito lá no alto. 

(lack of sleep)

9.10.12

há coisas lindas que a vida não tem


To the soul's desires
The body listens
What the flesh requires
Keeps the heart imprisoned

What the spirit seeks

The mind will follow
When the body speaks
All else is hollow

9.9.12

Jim Crolius nodded with satisfaction: "Well, folks, I hate to break it to you, but those leaves are starting to turn. No matter how green things are for you right now, it's not going to survive the winter. Of course, every year is different, every cycle's different. You never know exactly when that green is going to turn. But we're foresighted people. Every person in this room has proved to me she's a smart investor, just by virtue of being here. You know why? Because it was still summer when you left home. Every person in this room had the foresight to know that something was going to change on this cruise. And the question we all have - I'm speaking in metaphors here - the question is: Will all that glorious green out there turn to glorious gold? Or will it all just wither on the branch in the winter of our discontent?"

Jonathan Franzen, in The Corrections

18.8.12

ah filho de beinte putas

O homem comum fala
O sábio escuta
O tolo discute

(deve ser por estas e por outras que nunca alimento discussões. é muito bom ver as alminhas famintas a tentarem ter razão e a impôr palavra, - ui, tão opiniosos que eles são! cuidado, que dali vem o conhecimento mais celestial do universo filosofal -  é muito bom vê-los a agir enquanto tolos, é muito bom, mesmo. continuai com a vossa mísera tentativa do eu racional, eu aplaudo, por compaixão. conhecimento acima de tudo, amigos.)


29.7.12

17.6.12

aqueles que poetisam.

Não sou fã de hip-hop, mas este senhor faz muito mais do que isso. É poeta de corpo e alma e sabe jogar com os vários estilos musicais. Comove-me do início ao fim.


Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você

Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu

Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus





12.6.12

ninguém me vai dizer o que fazer nessa porra


(...)
Sofrimento existe mas eu persisti, a inveja existe mas não sucumbi
  Há mais de mil anos sempre foi assim. Violência só trás revolta pra mim,
Tem que ser assim verdadeiro, limpão...é , de coração
A doença tá no ar naquele falso refrão, onde amizade não conta..Sai que é rolê perdido
Já dizia meu paizinho, onde falta respeito a amizade vai pro lixo.
Muda essa roupa, corta esse cabelo. O quê? Vá todo mundo se foder
Meu coração tá limpo, querendo fazer o bem,
Vocês não tão nem aí pra mim e nem pra ninguém.
OK, então não facilitarei. OK então eu não tô nem aí pra vocês.
Trabalhador brasileiro é tratado que nem lixo.
(...)

11.6.12

quando se faz parte

A cidade está deserta e ninguém escreveu o nome de alguém em toda a parte, por baixo das luzes eléctricas das ruas que não ouvem mais os passos e que mais não têm direito ao caminhar da gente. Só se vê o esvoaçar das folhas com rabiscos e sarrabiscos. Oh, quem me dera agarrar numa folha, sem nome, com palavras, as mais belas e tocantes palavras de alguém. A cidade resume-se à melancolia, ao nada. Resume-se e só. Já nem os canteiros dão cor, nem as vozes dão cantigas de graça, porque a cidade está faminta de gente.

30.5.12

sento-me comigo


Sento-me comigo. Sento-me onde as pedras não pesam tanto quanto a minha angústia, onde os cheiros existem onde não precisam de existir em mais lado nenhum e onde os sons nunca se fazem.  Hoje sento-me onde for mais fácil o aconchego e onde tudo me soar a banalidade.  É bom saber-me desta maneira.

with my soul sucked dry
oh, my soul's sucking dry
famine in my hands, my soul's sucking dry

25.5.12

telling a story


I remember when I was a very little girl, our house caught on fire.
I'll never forget the look on my father's face as he gathered me up
in his arms and raced through the burning building out to the pavement.
I stood there shivering in my pajamas and watched the whole world go up in flames.
And when it was all over I said to myself, "Is that all there is to a fire?"

Is that all there is, is that all there is
If that's all there is my friends, then let's keep dancing
Let's break out the booze and have a ball
If that's all there is

And when I was 12 years old, my father took me to the circus, the greatest show on earth.
There were clowns and elephants and dancing bears
And a beautiful lady in pink tights flew high above our heads.
And as I sat there watching the marvelous spectacle
I had the feeling that something was missing.
I don't know what, but when it was over,
I said to myself, "Is that all there is to a circus?"

Then I fell in love, with the most wonderful boy in the world.
We would take long walks by the river or just sit for hours gazing into each other's eyes.
We were so very much in love.
Then one day, he went away. And I thought I'd die -- but I didn't.
And when I didn't I said to myself, "Is that all there is to love?"

I know what you must be saying to yourselves.
If that's the way she feels about it why doesn't she just end it all?
Oh, no. Not me. I'm in no hurry for that final disappointment.
For I know just as well as I'm standing here talking to you,
when that final moment comes and I'm breathing my first breath

23.5.12

Edmundo disse:

"Essa é a maravilhosa tolice do mundo: quando as coisas não nos correm bem - muitas vezes por culpa dos nossos próprios excessos - pomos a culpa dos nossos desastres no sol, na lua e nas estrelas, como se fôssemos celerados por necessidade, tolos por compulsão celeste, velhacos, ladrões e traidores pelo predomínio das esferas; bêbedos, mentirosos e adúlteros, pela obediência forçosa a influências planetárias, sendo toda a nossa ruindade atribuída à influência divina... Óptima escapatória para o homem, esse mestre da devassidão, responsabilizar as estrelas pela sua natureza de bode (...) "


Excerto da obra Rei Lear, de William Shakespeare

25.4.12

25 de abril | Liberdade Adquirida

Somos seres pensantes e livres.
Livres.

24.4.12

sei lá eu quantos eus já terei morto, em quantos lugares parei, em quantas circunstâncias acreditei. sei lá eu ver a razão, a luz, o saber e a verdade. sei lá eu julgar quem por mim passa ou deixa de passar.

lesson from today

vai valer a pena chegar tarde a casa, ter todo este trabalho e sentir as lentes secas ao fim do dia. sim, vai valer a pena, muito em breve.

16.4.12


Driving my car, didn't get far
 Stopped to cry
 Man on the street asked me so sweet are you alright?
No. I’m okay. Seemed to've misplaced my life

And it's a shame, shame please don't ask me why
 And it's a shame, shame, shame that makes me cry

Queria ter um céu só meu e poder pintá-lo com quantas cores quisesse.

13.4.12

Universidade do Minho lança curso de Teatro em Setembro de 2012

Seguidores, estou a aproveitar para divulgar esta notícia que, creio eu, seja do interesse de muitos. O curso será dirigido pela Profª Francesca Rayner (actual professora de Literatura Inglesa 5).
 
"A Universidade do Minho (UMinho) vai abrir, já no próximo ano lectivo, a licenciatura de Teatro. A garantia foi dada pelo reitor António Cunha. Por enquanto, o curso vai funcionar em Guimarães em instalações provisórias e arrancará com 20 vagas.
Já está aprovado. Será um curso ancorado numa componente científica forte no âmbito da dramaturgia e todas as partes culturais e artísticas que dão enquadramento ao teatro. Certamente que terá uma componente prática de representação e performance com grande ligação a artistas nacionais de referência, frisou.
(...)"
Jornal de Notícias, 16 de Janeiro de 2012

9.4.12

o homem desfaz-se na miséria do raciocínio que o come

Já não sou quem era há segundos atrás, mas permaneço irremediavelmente a mesma. Imóvel. Objecto humano. O tique e o taque dos ponteiros do relógio incomodam-me. Incomodam-me! Fazem-me lembrar e isso é tudo o que eu menos quero, por enquanto. Escrevo por escrever, penso porque preciso de saber que ainda estou por cá, que faço falta às minhas conquistas.

O tempo está a apertar-me contra a parede.

6.4.12


E eu estou tão bem assim. Como que se as palavras viessem ao encontro do nada, um nada que é tão perfeito e singular. Encostam-se à berma da alcatifa e seduzem-me as suas combinações. Pequenas, verdadeiras artistas. Manhosas, minúsculos gigantes, de soberba façanha. Recosto-me como sempre faço e engulo o travo deste ar.
E sou tão bem assim.

22.3.12

life in a bottle

Life in a bottle
It feels so comforting
Seems like that's my destiny
Fake what you want
Selective memory
Wrap me up, and set me free
Meet my friend
Held tightly in my hand
Forgetting what I meant to say
Love but to hate
That's just the way it goes
Inch by Inch I sink below

And I love, I love, I love
All my bad company
And I know, I know, I know
that's what's meant to be
So there's nothing let for me to say.

Stoned and demented
Walking through the walls
When I banged my head I slowly fell
Sad but delighted
Swimming in my well
I guess I'm going straight to Hell

Música: Life in a Bottle, de Linda Perry

21.3.12

sejam, hoje, excecionalmente poetas


Poema de Bertold Brecht
Recitado pelo fantástico Mário Viegas

17.3.12

medida por medida

"Aos infelizes resta um só remédio: a esperança."
Shakespeare é  de uma literatura encantadora tão fácil de devorar!

14.3.12

the beast within

Mas que saudade é esta
Que me move
e desfaz
Ai, que saudade é esta
Que me desconsola
E bem não me faz

how can I forgive

if I cannot forget?

12.3.12

Há pessoas ridículas

e que me dão um sério nojo.
Tenho dito.

11.3.12

sem ideias para título

 O tempo muda, as alergias voltam.



8.3.12

As mulheres do Norte

“As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos impossíveis. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer.”
 Miguel Esteves Cardoso

2.3.12

dói-me e arde-me a pele.
estou a sentir-me cansada e pedrada todos os dias.
a medicação resulta, de facto.
é dose de cavalo.
ó Joana, já sabias que ia ser assim.
(mas ninguém imagina o caos que vai cá dentro).
o corpo que aguente, pois o cérebro não sente.
aqui estamos para dois meses mais.
ver-nos-emos em outubro, de novo.
tenho que te levar no corpo logo pela manhã...
e ficas até eu me deitar.

29.2.12

Dissolve-me
Por agora
Que o meu chão 
ainda não é de ferro

28.2.12

remorso

é o que nos distingue dos animais.

27.2.12

People speak sometimes about the "bestial" cruelty of man, but that is terribly unjust and offensive to beasts. No animal could ever be so cruel as a man, so artfully, so artistically cruel.

Fyodor Dostoevsky

20.2.12

in-flama


O meu lugar. O meu lugar deixou de o ser, porque me desajusto ao sabor de cada vontade minha. Deixou de ser o meu subtefúrgio sagrado, onde agora poisam as folhas secas, contidas em memórias. Secas. Vazias, mas estimadas pelo tempo. Os caminhos deixaram de ser só caminhos. Agora são fendas abertas com cheiro a pavor. Deixo-me sentar medonhamente, porém calmamente, nos lençóis da manhã, e nos trapos da noite.
A inconstância é o meu prato favorito.

17.2.12

Poema "Não me peças sorrisos", recitado por Mário Viegas


O meu mundo mexe-se a toda a velocidade, à minha volta, inoportunamente, mas páro só para o ouvir, para buscar o sentido e o significado.

6.2.12

Another Animal e Blur

There’s my dreams
Bloody, dying, face down to the floor
I can’t relieve the emptiness
Struggle all alone to fight my war

Day by day

I feel it slippin’ away
The more I stumble
The more I fade away

All the things you try to hide

And every time you had to lie
I’m broken
Every smile I had to fake
And every time I want to break
I’m broken again 




And into the sea goes pretty England and me
Around the Bay of Biscay and back for tea
Hit traffic on the dogger bank
Up the Thames to find a taxi rank
Sail on by with the tide and go asleep
And the radio says
  
This is a low
But it won't hurt you
When you are alone, it will be there with you
Finding ways to stay solo

4.2.12

O Artista


Hoje vi este filme e, de facto, merece todo e qualquer crédito que lhe têm vindo a atribuir. Fantástico!

31.1.12

Já não é o roer das unhas que me incomoda, é mais a maneira como me amordaças a alma. Essa maneira fingida que se deixa revelar pela sombra sublime das tuas palavras. Esse eco que me comove as entranhas e me estanca o sangue até não poder falar mais. E é esse o jeito supérfluo de quem enterra o seu próprio mundo nas minhas mãos. Permanece.

Bollywood a marcar pontos




É obrigatório ver e absorver todas as cores e todas as músicas.

30.1.12

Jeder für sich und Gott gegen alle



Título: "Cada um por si e Deus contra todos"

I do see you all

selling rage and epiphanies on the street.

28.1.12

el mecanismo del amor

"Lo esperaba despierto hasta el amanecer, en la cama solitaria que parecía tener una estera de brasas, y seguían hablando sin sueño hasta la hora de levantarse, de modo que muy pronto padecieron ambos la misma somnolencia, sintieron el mismo desprecio por la alquimia y la sabiduría de su padre, y se refugiaron en la soledad. «Estos niños andan como zurumbáticos», decía Úrsula». «Deben tener lombrices ». Les preparó una repugnante pocima de paico machacado, que ambos bebieron con imprevisto estoicismo, y se sentaron al mismo tiempo en sus bacinillas once veces en un solo día, y expulsaron unos parásitos rosados que mostraron a todos con gran júbilo, porque les permitieron desorientar a Úrsula en cuanto al origen de sus distraimientos y languideces. Aureliano no sólo podía entonces entender, sino que podía vivir como cosa propia las experiencias de su hermano, porque en una ocasión en que éste explicaba con muchos pormenores el mecanismo del amor, lo interrumpió para preguntarle: «¿Qué se siente?» José Arcadio le dio una respuesta inmediata:
- Es como un temblor de tierra."
Márquez, Gabriel García, Cien Años De Soledad


Notas:
estera - tapete
soledad - solidão
pocima - poção
machacado - esmagado
temblor de tierra - tremor de terra

26.1.12

existem coisas mesmo celestiais


you're whispering good morning
gently in my ear
I'm comin' home to you, babe
I'll soon be there 
 
[indeed!]

sinto

que o meu vento está a tomar outro rumo, que aquilo estou a semear me irá permitir plantar uma árvore gigante e colher todos os frutos que nela existirem.

Olha, primeiramente, por ti, só por ti.

25.1.12

make me pure


Oh lord, make me pure... but not yet

24.1.12

a winter's tale


Freddie, obrigada por te ouvir desde os 9 anos!

do filme: The Princess Bride

Prince Humperdinck: First things first, to the death.
Westley: No. To the pain.

Prince Humperdinck: I don't think I'm quite familiar with that phrase.

Westley: I'll explain and I'll use small words so that you'll be sure to understand, you warthog faced buffoon.

Prince Humperdinck: That may be the first time in my life a man has dared insult me.

Westley: It won't be the last. To the pain means the first thing you will lose will be your feet below the ankles. Then your hands at the wrists. Next your nose.

Prince Humperdinck: And then my tongue I suppose, I killed you too quickly the last time. A mistake I don't mean to duplicate tonight.

Westley: I wasn't finished. The next thing you will lose will be your left eye followed by your right.

Prince Humperdinck: And then my ears, I understand let's get on with it.

Westley: WRONG. Your ears you keep and I'll tell you why. So that every shriek of every child at seeing your hideousness will be yours to cherish. Every babe that weeps at your approach, every woman who cries out, "Dear God! What is that thing," will echo in your perfect ears. That is what to the pain means. It means I leave you in anguish, wallowing in freakish misery forever.

Pois peço desculpa se também gosto de ver filmes com conteúdo cómico e simples.

what a truly magnificent view

They sat side by side, both mournful and dejected, as though they had been cast up by the tempest alone on some deserted shore. He looked at Sonia and felt how great was her love for him, and strange to say he felt it suddenly burdensome and painful to be so loved. Yes, it was a strange and awful sensation! On his way to see Sonia he had felt that all his hopes rested on her; he expected to be rid of at least part of his suffering; and now, when all her heart turned towards him, he suddenly felt he was immeasurably unhappier than before.

He = Raskolnikov

Fyodor Dostoevsky, in "Crime and Punishment"

eu 'vos' abençôo, em nome da merda

dedicado a uns certos parasitas.

18.1.12

reconheço.

és de um tremendo travo indigno.

13.1.12

inside me

Já não faz sentido sofrer com a minha verdade. As horas do meu relógio batem como as dos outros e a ansiedade deixa-se manifestar. Sinto-me deslumbrada com tamanha sensação que não ouso contar a ninguém. É minha, só minha, im-partilhável. O meu ego, esse que quase não existe, não é igual ao dos outros.

Faço rezas com a mente.

despistada

é o meu nome do meio.

12.1.12

Prezado leitor...

peço-lhe que leia, mas que não leia como quem vê as letras a passar e, para mais tarde dizer que o fez. Quero que absorva a literatura e tudo o que a mesma tem para nos dar. Não ignore a literatura e, muito menos, encare um romance como uma lamechice sobre o amor. Não. Se não, veja: em espanhol, "romance", diz-se novela; em inglês, diz-se novel. Os romances, meu caro leitor, são a versão literária e translúcida da vida do Homem. Não se prenda com um género literário; prenda-se à Literatura. Leia os jornais, leia as portas das casas-de banho, leia a revista da sua mulher. Não ouse julgar-se "leitor" quando, simplesmente, me diz que ora lê B.D., ora lê ensaios. Não. Isso não é gostar de ler; é julgar-se um ser leitor. Não se feche nesse mundo ridículo onde a Literatura só é boa porque o vizinho assim o diz. Leia, leia muito. As palavras, são a mais bela forma que o ser-humano encontrou para transcrever a sua alma para uma folha de papel. Não ignore este mundo que tão bem se chama Literatura.

literatura
(latim litteratura, -ae)
s. f.
1. Ciência do literato.
2. Conjunto das obras literárias de um país ou de uma época.
3. Escritos narrativos, históricos, críticos, de eloquência, de fantasia, de poesia, etc.
4. Folheto que acompanha um medicamento ou alguns outros produto, de conteúdo informativo sobre composição, administração, precauções, etc.
literatura de cordelconjunto de folhetos literários populares, que os livreiros originalmente dependuravam em cordéis.
 
 
 romance  
   s. m.
1. Narração histórica em versos simples.
2. Língua ou conjunto de línguas derivadas do latim.
3. Narração em prosa, de aventuras imaginárias, ou reproduzidas da realidade, combinadas de modo a interessarem o leitor.
4. Fantasia.
5. Novela, conto.
adj. 2 g.
6. Românico.
 
E agora, já percebe?

3.1.12

"All children, except one, grow up."
(about Peter Pan)

Wish I could stay that way too.
Sofro de Pessoanismo.

supreme

Eventualmente, serão as insónias que me mesquinham o cérebro.
É difícil existir e tornar-se ser existente, mesmo quando quase tudo o que nos rodeia é filho da candura.

2.1.12

outrora incólume

A verdade ganhou vida e tornou-se num ser fugidio aos meus olhos.

frustração


frustrar
v. tr.
1. Privar (a outrem) do que espera com fundamento.
2. Iludir.
3. Baldar, inutilizar.
v. pron.
4. Ficar sem resultado.
5. Malograr-se.
6. Inutilizar-se.
 
A começar bem o ano.

1.1.12