20.2.12

in-flama


O meu lugar. O meu lugar deixou de o ser, porque me desajusto ao sabor de cada vontade minha. Deixou de ser o meu subtefúrgio sagrado, onde agora poisam as folhas secas, contidas em memórias. Secas. Vazias, mas estimadas pelo tempo. Os caminhos deixaram de ser só caminhos. Agora são fendas abertas com cheiro a pavor. Deixo-me sentar medonhamente, porém calmamente, nos lençóis da manhã, e nos trapos da noite.
A inconstância é o meu prato favorito.

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