A cidade está deserta e ninguém escreveu o nome de alguém em toda a parte, por baixo das luzes eléctricas das ruas que não ouvem mais os passos e que mais não têm direito ao caminhar da gente. Só se vê o esvoaçar das folhas com rabiscos e sarrabiscos. Oh, quem me dera agarrar numa folha, sem nome, com palavras, as mais belas e tocantes palavras de alguém. A cidade resume-se à melancolia, ao nada. Resume-se e só. Já nem os canteiros dão cor, nem as vozes dão cantigas de graça, porque a cidade está faminta de gente.
Sem comentários:
Enviar um comentário