28.12.09

travo amargo


Foi como um beijo furado
Um arrepio no corpo
Que tornou forte um desejo alado
Soltou-se um suspiro que estava pendente
Nesse desejo guardado
Libertou-se com o ritmo do peito
E tornou-se num punhal que rasga
E faz espremer a pulsação
Caiu ileso no chão
Segui-lhe o rasto mas perdi-lhe o faro
Pedi-lhe tempo
Cantou-me passado
Deixei as pistas num qualquer lado
Adormeci por baixo da tua pele de embalar
Enrolei os meus segredos com os teus
Entrelacei as nossas vozes
Moldei aquele pequeno gesto
Que fizeram mudar
Mas foi tudo um tiro
Que acabou por sair ao lado

27.12.09

Invasão

Sinto-me a embalar por mim própria num desaforo constante; agarro neste nosso olhar mútuo e ponho-lhe uma asa que não voa deste lugar. Faço por encaixar as palavras que deixo esvoaçar entre as mãos, o rosto desfigura e torno-me pedaço daquilo que sempre quis ser. Soa o som do tempo mesmo atrás da minha história e aquilo que guardo na memória jamais será rasgado em mil folhas de papel que vais deixando ficar pelo chão. Sinto a vontade a arder e o desejo a aliar-se. Pego na alma e meto-a no bolso de trás para não me esquecer e mais tarde saber que tenho de lhe pegar. O ritmo dispara, a mente deixa-se confundir com a simplicidade ocasional da vontade de querer, faz de mim pessoa perseverante. Deixo fluir as ideias e que estas se colem nas paredes, aninho o corpo que transborda de paixão. Vejo caminhar na minha direcção as intenções indecifráveis que não moram no meu “eu”. São-me alheios desejos vorazes; não me são nada. Eu cá só guardo o que nos pertence.

24.12.09


Não é difícil atingir o sucesso. Difícil é mantê-lo.


Ora aqui está uma das minhas frases preferidas.

23.12.09

ar felino clandestino




mi vida charquita d'agua turbia
burbuja de jabón
mi ultimo refugio
 mi ultima ilusión
no quiero que te vayas
cada dia mas y mas



gosh, adoro esta letra!

Mi vida - Manu Chao

isto diz muita coisa sobre mim


22.12.09

guess I'm doing fine

Hoje tive mesmo uma tarde incrível. Foi calma, como há muito já não tinha e o meu corpo pedia. Sabem quando "aquela" pessoa nos oferece o ombro e acabamos por adormecer encostados a esse mesmo ombro? Foi exactamente isso. Ultimamente parece qua a palavra 'controlo' não consta no meu dicionário pois a responsablidade em ecxesso acaba por me moer o juízo. Tentamos fazer as coisas bem e estas vão em sentido contrário, mesmo sabendo que a culpa não provém de nós... é horrível. É desgastante, desmotivante.




Press my face up to the window
To see how warm it is inside
See the things that I've been missing
Missing all this time

19.12.09

fazes parte de mim até ao fim

Nunca sentiste o medo a perfurar-te bem lá dentro? Sentir a raiz do mal a crescer-te por dentro? Ter vontade de arrancar o coração com as próprias mãos e depois atira-lo contra a parede e vê-lo a descer vagarosamente enquanto as lágrimas te escorrem ao longo do rosto? [Desculpa o pensamento mórbido.]
Quero seguir-te todo o caminho que percorreres, quero ouvir as tuas deixas, quero respirar o mesmo ar que tu. Aqui nos encontramos sem abrigo, sem som, com a chuva a testemunhar-nos. Estou aqui para te dizer que fazes parte de mim até ao fim. Fazes parte desde o início. Não, cala-te, nem abras a boca! Ainda tenho muito para te dizer e quando eu virar as costas para partir, falas. Não me interessa o sentido da vida quando tudo se vai num piscar de olhos que nem sequer é meu. Não, não estendas a tua mão para mim, não estou cá para isso. Quero estar contigo simplesmente por o querer, porque me sinto na necessidade de tal. Sei desde início que o meu corpo pertence ao teu, e saber que ambos já se fundiram preenche qualquer coisa cá dentro. Pertencemo-nos.
Nunca sentiste a vontade esvair-se por ela própria e tentar correr num sítio que nem sequer existe? Tudo imaginação. Nunca quiseste ter o poder de chegar as estrelas só para ti? Inocular só os pensamentos. Sapiência que vai sendo minha.
Tendo dito tudo isto vou-me embora, viro as costas e deixo-te engolir as tuas palavras que não chegarão até a mim. Fazes parte de mim até ao fim, incondicionalmente.

18.12.09

esquife

Todos os dias morre uma parte de mim. Talvez porque inspiro e assim fico por muito tempo. Não encontro esquife para enfiar cada uma dessas partes e agora sinto-as, ambulantes, neste curto espaço que me pertence, neste espaço que chama por mim sem chamar, que grita o meu nome sem saber como me chamo. Atingi aquele ponto extremo em que as coisas existentes estão no seu estado mais ridículo e lembro-me de que me esqueci da minha alma escondida debaixo da cama, atada com mil cordas à volta, num sufoco absoluto que não se faz sentir.


1 de Agosto de 2009

16.12.09

the offset



What have they done to me?
I was afraid
Afraid to be
But you’re just like me
Spreading wings and breaking free
Crossing hands
Eerie seas
Reassuring heads
‘Till I re-arrange me
The chaos
Oh, it’s just like me

14.12.09

Era assim no 11º I na Secundária D. Maria II

Estas frases que aqui mostro são algumas bacoras que foram apontadas quando eu andava no 11º ano. Parti-me a rir quando as li:

Termina e acaba no mesmo vértice – Joana

O que é um grafo cónexo? (pergunta Vitor) Ó Vítor andas a pensar em cónas?? (responde Joana) – Vítor e Joana

Eu puseo-lhe (em vez de eu pus-lhe) – Vítor

 Europeio (em vez de Europeu) – Vítor

Se for semanal é semanada não é mensada (em vez de mesada) – Stor de MACS

 Portugal é uma das cidades em Braga com uma maior taxa de desemprego - Joana

Se ela não ir fica maluca – Vítor

(...) Ficam a ouvir mal do olho direito! – Stora de Filosofia

Quanto falta para o toque dos 45? (pergunta Joana) 50 minutos! (diz Liliana) – Joana e Liliana

 Pato embalmamado (em vez de embalsamado) – Vítor

Com calma não se faz nada! (em vez de “sem calma”) – Liliana

Se te oiço a ouvir falar mal disso!.. – Stora de Inglês

O que ele treina à sexta é o mesmo que ele treina ao sábado e ao somingo (em vez de Domingo) – Stor de MACS

 Very important peespol – Vítor (é daqui que vem o famoso 'peespol')

 Músicas do século 80 – Vítor

Postitutas (em vez de prostitutas) – Vítor

 Hoje dão chuva a 120 km/h! – Vítor

 Imaginem que a Liliana dá aqui um trubalhão! (em vez de trambolhão) – Vítor

 Ela é mais alta que tu! (diz Liliana) – Quanto tempo? (pergunta Joana) – Liliana e Joana

Vamos a Lisboa ver a Implantação da República. (em vez de Assembleia) – Vítor

Quase que me saía a boca pela comida! – Vítor

Pasteleiria. – Vítor

Pasteleria. - Vítor

O que é que eu fez? – Guida

Prometo postar mais!

13.12.09

Living in chaos

Segunda-feira, dia 14:
                                  11h - apresentação oral de trabalho de Estudos Literários
                                  14h - teste a Linguagem

Terça-feira, dia 15:
                                  14h - teste de Inglês

Quarta-feira, dia 16:
                                 10h - teste a Estudos Literários

Quinta-feira, dia 17:
                                 14h - teste a Espanhol
                                 15h - entrega de trabalho de TCH (site)

'táss bem.

10.12.09

The Boxer







this place is our prison
it sells the past
so take me to town
I wanna dance with the city
show me something ugly
show me something pretty

9.12.09

Quando a chuva vem...

Ah, quantos beijos já eu dei à chuva!


Quando vem só peço que me varre os pensamentos e as vontades que as afogue.
Quando vem peço-lhe baixinho que me acalme e que me lave o rosto.
Quando vem eu peço-lhe que me esbofeteie a alma.
Quando vem eu desejo um corpo nu colado ao meu com os pés entrelaçados nos meus.

4.12.09

Dirty Magic




Pull the shades
Razor blades
You're so tragic
I hate you so but love you more
I'm so elastic
The things you say
Games you play
Dirty magic

2.12.09

Causa e (d)efeito

Como as palavras se vão em leves espaços de segundo. Como que um ténue beijo tragado por lábios de alguém que nunca me quis bem. O relógio agita as horas e as horas comem o meu tempo, não é o meu tempo que estou a perder, é o tempo que me perde a mim. Encontro-me engolida num soberbo refúgio desconhecido ao qual chamo de lar. Estou envolvida em fumo, em tempo e em memórias que se me incutiram vorazmente através de um breve assobio gélido. As coisas perderam significado e passaram a ser simplesmente coisas. Estão expostas frivolamente sobre outras coisas. São consequências de actos. Eu cá sou realidade e (d)efeito. Reparo bem na sombra que se estende ao comprido e que se agarra aos meus pés. É também esta só mais uma coisa que me passa despercebida… até hoje. Estou calma, quieta e segura no meu lugar. Sou causa e (d)efeito. És causa e (d)efeito.
Apetece-me esmigalhar as palavras uma por uma. Anseio pela vez em que virás aqui à minha beira e me toques de mansinho na cara. Espero calmamente, enquanto o meu tempo é devorado por um ruído ensurdecedor.

Ninguém é quem queria ser

   somos a fachada

de uma coisa morta
e a vida como que a bater à nossa
porta
quando formos velhos
se um dia formos velhos
quem irá querer saber quem tinha razão
de olhos na falésia
espera pelo vento
ele dá-te a direcção
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
a idade é oca e não pode ser motivo
estás a ver o mundo feito um velho
arquivo
eu caminho e canto pela estrada fora
e o que era mentira pode ser verdade
agora
se o cifrão sustenta a química da vida
porque tens ainda medo de morrer
faltará dinheiro
faltará cultura
faltará procura dentro do teu ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém
diz-me se ainda esperas encontrar o
sentido
mesmo sendo avesso a vê-lo em ti
vestido
não tens de olhar sem gosto
nem de gostar sem ver
ninguém é quem queria ser
ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém


De: Foge Foge Bandido

1.12.09

Un pequeño recuerdo




Deja sorber la inquietud y que esa se va pelas paredes. Ya nada se encontró vivo pero simplemente olvidado en una gran caja hueca que no es más tuya. Pequeños sueños que se han evaporado como humo. Grandes voluntades que con el tiempo se han muerto en pedazos.





Dónde están ellos ahora?

Pacotinhos de Açúcar

Pessoa

s. f.

1. Criatura humana.
2. Personagem.
3. Disposição ou figura do corpo.
4. Personalidade, individualidade.
5. Gram. Cada uma das três circunstâncias de relação do sujeito.
6. Jur. Ser moral ou jurídico.

"Haverá algo mais verdadeiro do que ser pessoa numa multidão?"