18.12.09

esquife

Todos os dias morre uma parte de mim. Talvez porque inspiro e assim fico por muito tempo. Não encontro esquife para enfiar cada uma dessas partes e agora sinto-as, ambulantes, neste curto espaço que me pertence, neste espaço que chama por mim sem chamar, que grita o meu nome sem saber como me chamo. Atingi aquele ponto extremo em que as coisas existentes estão no seu estado mais ridículo e lembro-me de que me esqueci da minha alma escondida debaixo da cama, atada com mil cordas à volta, num sufoco absoluto que não se faz sentir.


1 de Agosto de 2009

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