O calor do táxi está a tornar-se insuportável. Sentes o mesmo? São voltas e voltas que a gente dá. São mãos envoltas num veludo promíscuo a que o corpo cede. As pessoas, lá fora - todas iguais, para mim. Pergunto-me se a autenticidade terá, porventura, desaparecido. Penso que não. Creio que ainda existem réstias de maus tratos às nossas vontades. Sermos o que não queremos só para nos tornarmos únicos. Abre a janela, por favor. Foda-se, agora é o fumo dos escapes misturado com o fumo dos cigarros. Sou obrigada a olhar para ti e tu estás a olhar para mim. Sei que aos teus olhos sou diferente, tenho um sabor selvagem que te provoca adrenalina e sabes bem que a conformidade na minha vida sou eu que a conquisto aos bocados. Já nos dissemos "os outros que se lixem" e rimo-nos tanto disso! Mas é assim, esfolam-se para se tornarem excêntricos num qualquer seio, vendem filosofias baratas e no dia seguinte continuam a rastejar na mesma lama que vão 'construindo'. O que realmente me interessa é que, para ti, sou uma intensa autenticidade.
27.9.10
25.9.10
psycho
Dr. Fred Richmond: "Ah, not exactly. A man who dresses in women's clothing in order to achieve a sexual change, or satisfaction, is a transvestite. But in Norman's case, he was simply doing everything possible to keep alive the illusion of his mother being alive. And when reality came too close, when danger or desire threatened that illusion - he dressed up, even to a cheap wig he bought. He'd walk about the house, sit in her chair, speak in her voice. He tried to be his mother! And, uh... now he is"
in my dreams
I want everything
Everything I want
There's no room to turn me upside down
In my daydreams
I built my own empire
With no color and no creed
In my daydreams
I'm like a bird in flight
Am I getting much too deep?
Everything I want
There's no room to turn me upside down
In my daydreams
I built my own empire
With no color and no creed
In my daydreams
I'm like a bird in flight
Am I getting much too deep?
22.9.10
a praxe
"Não vou às praxes porque acho isso ridículo. Não me submeto a humilhações."
Pois bem, vamos por pontos.
Antes de mais, eu fui praxada, praxo e aconselho vivamente a este costume.
Depois, quando um caloiro entra na universidade há uma coisa chamada "código de praxe", no qual existem regras tanto para as bestas como para os doutores/veteranos. As mais importantes a salientar é que o caloiro não é obrigado a fazer cenas de cariz sexual ou outro que considere igualmente inconveniente e os doutores/veteranos não podem usar palavrões e, muito menos, tocar nos caloiros. Estou apenas a evidenciar estas poucas porque quero dar a entender que a praxe não é um acto de humilhação (a não ser que o caloiro queira, pois não leu esse código) e nunca é ridícula. A praxe é um meio de integração e fortalecimento do espírito de grupo e todos são capazes de ultrapassar as actividades propostas pelos doutores/veteranos. Não considero que pôr um caloiro de 4 ou a encher seja o mais apropriado, mas que custa isso? Nas praxes temos vindo a sugerir cenas de brincadeira, os caloiros têm adorado e já não se importam com o facto de terem de olhar para o chão.
Quem não frequenta a praxe nunca entenderá. No entanto, eu respeito aqueles que não querem, tal como eu quero que respeitem a minha opinião.
21.9.10
the eternal
Cry like a child, though these years make me older,
With children my time is so wastefully spent,
A burden to keep, though their inner communion,
Accept like a curse an unlucky deal.
24/7
tenho um eco enorme
cheio de nada e cheio de razão
acho que se tornou infindável e aprazível
às palavras que guardo
debaixo do colchão
cheio de nada e cheio de razão
acho que se tornou infindável e aprazível
às palavras que guardo
debaixo do colchão
17.9.10
merveille
o limite, a fuga do 'eu', o reencontro da capacidade, a fraqueza, a máscara que cai no chão, as mãos imundas, o peso da consciência. tudo isto num filme delicioso recheado de acção e com música altamente apropriada. muito à Guy Ritchie.
14.9.10
O espírito
Nada a fazer amor, eu sou do bando
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;
E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.
Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:
Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
Natália Correia
Impermanente das aves friorentas;
E nos galhos dos anos desbotando
Já as folhas me ofuscam macilentas;
E vou com as andorinhas. Até quando?
À vida breve não perguntes: cruentas
Rugas me humilham. Não mais em estilo brando
Ave estroina serei em mãos sedentas.
Pensa-me eterna que o eterno gera
Quem na amada o conjura. Além, mais alto,
Em ileso beiral, aí espera:
Andorinha indemne ao sobressalto
Do tempo, núncia de perene primavera.
Confia. Eu sou romântica. Não falto.
Natália Correia
5.9.10
revolver
Green: "There is something about yourself that you don't know. Something that you will deny even exists, until it's too late to do anything about it. It's the only reason you get up in the morning. The only reason you suffer the shitty puss, the blood, the sweat and the tears. This is because you want people to know how good, attractive, generous, funny, wild and clever you really are. Fear or revere me, but please, think I'm special. We share an addiction. We're approval junkies. We're all in it for the slap on the back and the gold watch. The hip-hip-hoo-fuckin' rah. Look at the clever boy with the badge, polishing his trophy. Shine on you crazy diamond, because we're just monkeys wrapped in suits, begging for the approval of others"
2.9.10
há coisas mesmo lindas
música: Success, Linda Perry
This is not the way it's
Supposed to be
Spend my day in fear of all
It sets me free
I beg your pardon
For what I do and say
I can hold myself to blame
But the sure remains the same
Will success fail me?
Will it make me free?
What they tell me I should want?
Is it what I need?
Hey Mom, Hey Dad
The story went
Round the burning wheels of faith
It pays the rent
Hey sister, hey brother
I had to choose
Choose between the win and lose
But what's the use?
Will success fail me?
Will it make me free?
What they tell me I should want?
Is it what I need?
Come March come April
Come may and June
Let the pounding seconds go
There's nothing I can do
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