Tudo o que sou não é mais do que um abismo
Em que uma vaga luz
Com que sei que sou eu, e nisto cismo
Obscura me conduz
Um intervalo entre não-ser e ser
Feito de eu ter lugar
Como o pó, que se vê o vento erguer
Vive de ele o mostrar
Fernando Pessoa
Sem comentários:
Enviar um comentário