Já não sou a sensação comum de instabilidade. Tenho o caminho infestado de rostos vulgares, tenho os pés cosidos na terra e o ar que recolho está imundo das nossas palavras. O prazer, trago-o debaixo do braço e a vontade trago-a a rasto. Preciso de algo novo, algo que me reforce a memória e me estimule o espírito. Mesmo sem saber o chão que piso sei que tudo virá de uma vez só e que nada me irá fazer derrapar. As coisas, vou fazer-lhes a vontade de virem até mim, deslizando vagarosamente. É como ter os tentáculos de um anómalo feitiço preso nas nossas mãos e que, simplesmente, não conseguimos controlar. É termos aquela ânsia feroz de querermos criar uma luz à nossa volta com um fácil estalar de dedos.
E sem ser o homem capaz
Faz da sua mente fugaz
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