11.1.10

volcano

Somo seres incoerentes e com orgulho mordaz. Hoje sou assombrada por um mórbido atalho à minha fé. Procuro por todos os lados mas não encontro. Faço das palavras metade daquilo que quero realmente dizer e se não me vier tocar na mão terei de pedir que então me faça abalar o peito. É sempre mais fácil dizer-se que não se é capaz e entregar o risco com os braços bem estendidos e os olhos vendados. É melhor deixar a intenção diluir-se com o fumo e mergulhar a alma numa voz que eu faço ouvir cá dentro.

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