Morreram-se-me as vontades. Esqueceu-se o ódio de morrer também.
A minha cabeça explodiu. Rebentou, ironicamente. A alma cá continua soberba na sua totalidade. Só quero, por momentos, deixar o meu corpo flutuar ao ritmo da melodia que me soa a algo grandemente dissimulante. É esse violino que expressa a minha raiva, toda ela intransigente. Afogo-me em palavras que saem por sombras, palavras impetuosamente beatificadas por um falso dickens.
A pulsação dispara naquele segundo de troca de olhares, mói e corrói a minha força, come-me as vontades. Porque não me comeste o ódio também? E porque demora tanto a passar?
Quero mergulhar de cabeça na beatitude da ataraxia, deixar-me levar e simplesmente esperar, esperar até que… a verdade é que já não sei pelo que esperar!
Sei que tenho o peito indelével. Que não vendo a minha alma por mais que o peças. Como odeias a minha perseverança! Como odeias que eu seja à prova de bala!
[Covas abertas no meio do caminho. Atrocidade.]
Aí vem o batuque porta adentro e cai-me o corpo. Sonho acordada. Nada de total de rendição. Por mais que fira não dói, é mágico. É negro.
A minha cabeça explodiu. Rebentou, ironicamente. A alma cá continua soberba na sua totalidade. Só quero, por momentos, deixar o meu corpo flutuar ao ritmo da melodia que me soa a algo grandemente dissimulante. É esse violino que expressa a minha raiva, toda ela intransigente. Afogo-me em palavras que saem por sombras, palavras impetuosamente beatificadas por um falso dickens.
A pulsação dispara naquele segundo de troca de olhares, mói e corrói a minha força, come-me as vontades. Porque não me comeste o ódio também? E porque demora tanto a passar?
Quero mergulhar de cabeça na beatitude da ataraxia, deixar-me levar e simplesmente esperar, esperar até que… a verdade é que já não sei pelo que esperar!
Sei que tenho o peito indelével. Que não vendo a minha alma por mais que o peças. Como odeias a minha perseverança! Como odeias que eu seja à prova de bala!
[Covas abertas no meio do caminho. Atrocidade.]
Aí vem o batuque porta adentro e cai-me o corpo. Sonho acordada. Nada de total de rendição. Por mais que fira não dói, é mágico. É negro.